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Clipping sobre Biblioteca Escolar no Brasil
16/06/2005
Promotoras de conte?do
Topic: importancia da biblioteca
JORNAL VIRTUAL PROFISS?O MESTRE
Profiss?o Mestre – Ano 6 N? 23 – 15/06/05

http://www.profissaomestre.com.br/smu/smu_vmat.php?s=501&vm_idmat=44

O escritor argentino Jorge Luis Borges, em seus ?ltimos anos de vida, dispunha de um secret?rio para ler em voz alta – Borges estava quase cego – seus livros preferidos. N?o s? passava seus dias escutando suas obras prediletas, mas tamb?m recolhido em sua preciosa biblioteca particular.

Exemplos de amor aos livros como esse quase inexistem em terras tupiniquins. Ler nunca foi um h?bito da maioria, n?o importa o pa?s, mas por aqui os ?ndices de leitura s?o terr?veis: Jap?o, 14 livros/ano; Fran?a, 12 livros/ano; Estados Unidos, 9 livros/ano; Argentina, 5 livros/ano; Brasil, 2 livros/ano (incluindo livros did?ticos!).

Antes que algu?m aponte o pre?o dos livros como culpado da “mis?ria liter?ria” brasileira, vamos fazer uma pequena compara??o com outros objetos de consumo. O Brasil representa o terceiro maior mercado mundial para cremes embelezadores; possui uma das maiores frotas de ve?culos (9? lugar); ? o segundo maior mercado em cirurgias pl?sticas (perde apenas para os norte-americanos); det?m a segunda maior frota de jatinhos executivos.

Como se v?, tudo ? uma quest?o de prioridade, essa sim ? a grande raz?o pelos p?ssimos ?ndices de leitura. Acompanhe a transforma??o da Daslu: de superbutique em um conglomerado de luxo sem paralelo no mundo, como noticiado pela Veja desta semana. Cita a reportagem: “Em que outro lugar existe uma loja com 3550 pares de sapatos expostos simultaneamente, 87 banheiros, orquestra com 50 m?sicos, 30 guias para acompanhar as consumidoras, 4 carrinhos de golfe para ampar?-las quando cedem ? estafa das compras e um helic?ptero pendurado no sagu?o?”

Nada contra a Daslu, que fique bem claro. Muitos de seus clientes fizeram por merecer o dinheiro que gastar?o nesse novo templo do consumo.

Por?m, apenas apontar as prioridades do brasileiro n?o ? de muita serventia. Como todos sabemos, o principal motivador para que eles leiam vem de casa, ou deveria, mas esse exemplo poucos pais d?o.

Toda biblioteca deveria ser uma promotora de conte?dos. Como diz a can??o de Milton Nascimento, “todo artista deve ir onde o povo est?”. S?o pouqu?ssimas as que v?o at? os alunos. As escolas n?o comunicam os estudantes sobre novos t?tulos/lan?amentos. N?o comunicam nem os antigos! Tenho uma amiga que, ao assumir a dire??o da Biblioteca P?blica do Paran?, como primeiro ato de sua supervis?o, aboliu as catracas. N?o preciso dizer a revolta causada.

Desconhe?o escolas que incentivem a leitura atrav?s de uma bonifica??o em nota, por exemplo. Mas conhe?o diversas que punem atrasos na devolu??o das obras. O controle ? importante, mas a retirada, caros diretores, ? muito mais. Que tal estabelecer metas anuais remuneradas para as blibiotec?rias? Ganhar? um extra quem incentivar (x livros/ano) a leitura. Claro, sem esquecer que o livro deve ser devolvido.

Bom m?s e boas aulas.
J?lio Clebsch

Criado por Sandra Sparremberger at 17:12 BRST
10/06/2005
Crianca pode ser levada desde cedo ao mundo dos livros, a partir de uma boa historia
Gazeta do Povo - 20 de fevereiro de 2005
http://tudoparana.globo.com/gazetadopovo/parana/conteudo.phtml?id=441381


Deise Campos



Nas escolas, os professores podem estimular seus alunos na chamada "hora do conto".

As aventuras de Harry Potter, que ja venderam milh?es de copias de livros em todo o mundo, parece ter encontrado a formula de seduzir as criancas e jovens para o universo da leitura. As cinco edic?es – com a sexta saindo do forno – mostram que os pequeninos agarram-se aos livros e devoram-nos quando realmente s?o seduzidos por uma historia. Mas como encontrar o estimulo perfeito? Essa resposta desafia educadores e pais que buscam maneiras diversas de incentivar o habito de leitura das criancas e proporcionar o desenvolvimento cultural e pessoal delas.

Uma coisa e certa: o estimulo a leitura deve comecar cedo, muito antes da crianca aprender a ler. “Ela tem que ser estimulada a adquirir o desejo pela curiosidade, com livros de cores fortes e figuras simples”, afirma a psicologa Cristina Ivanka Ahumada, responsavel pela orientac?o pedagogica da maternidade a 4.? serie do ensino fundamental do Colegio Marista em Curitiba. Segundo ela, e nas atividades ludicas que a crianca desenvolve seu potencial de express?o verbal.


No momento da alfabetizac?o, ou mesmo depois, muitas criancas mostram-se preguicosas para ler. Mas adoram ouvir. E e nesta hora que a colaborac?o de adultos torna-se mais eficaz que qualquer outra coisa. “Os filhos so ser?o leitores se os pais tambem forem. Eles devem apresentar o livro a crianca. Se a escola e os pais seguem a mesma linha de educac?o, esse trabalho fica mais facil”, afirma Cristina.

Ela conta que no Colegio Marista os professores incentivam o habito de leitura ja no maternal. Uma vez por semana, a biblioteca vai a sala. E a hora do conto, onde o educador lanca m?o de diversas estrategias, leitura de historias, uso de fantoches para dramatizar a historia. “Deixamos que elas levantem hipoteses da continuac?o da historia.” A professora tambem fala do autor, da editora, de quem fez a ilustrac?o. “E importante que ela saiba que o livro e um lugar onde pode encontrar respostas.”

N?o ter uma biblioteca e o principal inibidor dos professores para o trabalho com alunos. De acordo com dados do Censo Escolar 2004, 47,8% dos alunos matriculados no ensino basico e profissional n?o tem bibliotecas na escola. Das 214 mil escolas que responderam ao questionario socio-economico, 56.698 (26,4%) afirmaram possuir biblioteca – dessas, 35,1% s?o privadas e 64,9%, publicas.

Nas escolas publicas, o incentivo a leitura depende muito mais do interesse de cada professor do que de um programa pedagogico especifico, de acordo com a pedagoga Maria Sioneia Vieira, professora do Colegio Estadual Benedito Jo?o Cordeiro e Colegio Flavio Ferreira da Luz, ambos no Sitio Cercado. “Em muitas escolas n?o ha recursos nem estrutura para o desenvolvimento pedagogico de incentivo a leitura”, afirma ela, que coordenou o projeto Ler e Pensar, da Gazeta do Povo, na Escola Flavio Ferreira da Luz, no ano passado.

Maria Sioneia disse que lanca m?o de varias estrategias para atrair os alunos para os livros, ate mesmo gibis sem texto para aqueles que declaram n?o gostar de ler. Camila Fernanda Gomes, de 14 anos, e um exemplo de boa leitora. Le pelo menos uma obra por mes, inclusive nas ferias escolares. Ela tambem n?o se intimida com livros acima de 100 paginas, nem com o conteudo deles. “Adoro poesias e livros de suspense”, conta.

Criado por Sandra Sparremberger at 00:01 BRST
Updated: 09/06/2005 11:24 BRST
09/06/2005
Projeto tenta estimular habito da leitura em S?o Paulo
Folha Online - 22/05/2005
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u50904.shtml

JANAINA FIDALGO
da Folha de S. Paulo

Eles chegam em fila, sentam-se no ch?o e, em quest?o de segundos, ninguem mais ouve nada. Em meio aos ruidos, cochichos e risadas, um dialogo sobressai. "Que bicho e esse?", pergunta a professora, indicando a figura estampada no livro. "Um urso!", respondem os alunos, em coro.

Em idade pre-escolar, eles ainda n?o leem, mas ja est?o se acostumando as visitas a primeira biblioteca publica de Mombuca, uma das 84 cidades do Estado, dentre as 645, atendidas pelo projeto "S?o Paulo: Um Estado de Leitores", lancado em 2003 pela Secretaria de Estado da Cultura.

A meta de zerar o numero de municipios sem bibliotecas, apregoada pelo governo federal, que, no segundo semestre, lanca o Plano Nacional do Livro e Leitura, foi atingida neste mes por S?o Paulo.

O projeto consistiu em uma parceria com a iniciativa privada para a doac?o de acervos as cidades sem bibliotecas. O governo Geraldo Alckmin (PSDB) estima o valor do projeto entre R$ 1,5 milh?o e R$ 2 milh?es --totalmente financiado pelas empresas.

Municipios com menos de 10 mil habitantes receberam 600 titulos, e os polos maiores, mil --alem de um computador. As prefeituras coube ceder um espaco e contratar um funcionario.

As experiencias em cada cidade se mostram bem variadas, conforme constatado em uma visita feita pela Folha a tres delas nas regi?es de Campinas e Limeira.

Engenheiro Coelho, com pouco mais de 10 mil habitantes, e a unica das tres que tem um profissional com formac?o em biblioteconomia. La, o acervo ja foi organizado, e o computador ajuda no controle dos emprestimos, mas ainda n?o ha acesso a internet. Atividades para incentivar a leitura, entretanto, s?o incipientes.

Em Mombuca, com cerca de 3.000 moradores, o antigo bar da rodoviaria abriga hoje a biblioteca. O acervo, recebido em novembro de 2004, ja aumentou gracas as campanhas de arrecadac?o e as solicitac?es feitas as editoras, mas nenhum livro foi catalogado ate agora. A movimentac?o e controlada manualmente, com fichas de papel, e o profissional encarregado da biblioteca n?o concluiu nem o ensino fundamental.

O mesmo ocorre em Santa Maria da Serra, cidade com cerca de 4.600 habitantes, cuja biblioteca, instalada na sala de uma escola de educac?o infantil, ainda n?o tem um funcionario responsavel.

"Tinhamos duas opc?es: ou estabeleciamos criterios bastante sofisticados e o projeto n?o seria realizado, ou deixavamos por conta do prefeito viabilizar a inaugurac?o", justifica o coordenador do projeto, Jose Luiz Goldfarb.

"Concordo que o retorno ao nosso chamamento foi variado em relac?o a qualidade. Houve prefeitos que arrumaram lugares superbons e conseguiram profissionais preparados. A minha vontade era ter um bibliotecario em todas elas, mas, se eu colocasse isso como condic?o, n?o conseguiria. Eles n?o tem dinheiro."

Os pacotes doados contem livros de literatura adulta, infanto-juvenil e informativa. Como o programa privilegia apenas a chamada "leitura por prazer", a lista n?o inclui didaticos nem tecnicos.

"A leitura mais importante na vida de um cidad?o bem informado e a que ele faz n?o porque tem que ler. Essa leitura descompromissada, por prazer, e a mais importante", diz Goldfarb.

Assim, ha desde Machado de Assis e outros classicos da literatura brasileira e estrangeira ate best-sellers como "Harry Potter" e os de Paulo Coelho --lideres na preferencia dos leitores.

"O que a crianca le de inicio e mais ou menos irrelevante, porque cria o habito. Depois vem a selec?o do que e preferivel ler. N?o se deve ser muito restritivo ou severo nesse tipo de leitura. Ler gibi e melhor do que ver TV. O importante e criar o habito", diz o bibliofilo Jose Mindlin, 90.

A lista de livros, segundo Goldfarb, foi definida com base nas sugest?es dos membros do Conselho Paulista de Leitura, presidido por Mindlin e integrado por representantes governamentais, de escritores, do setor livreiro, da academia e da iniciativa privada.

"Pedi para todo esse pessoal dar dicas. Eu tinha muitas ideias sobre o que forma uma biblioteca basica porque vendi livros, por quase 20 anos, para essas pessoas que comecam a se interessar pela leitura", conta Goldfarb, sobre sua experiencia como livreiro --foi dono da livraria Belas Artes.

Para Mindlin, com um acervo particular estimado em 40 mil titulos, o deficit de bibliotecas e uma das causas dos baixos indices de leitura.

"O acesso ao livro n?o deveria depender de a pessoa ter o livro, porque grande parte da populac?o n?o tem condic?es de formar uma biblioteca particular", diz. Mas adverte: "N?o basta instalar bibliotecas, e preciso formar bibliotecarios que possam orientar a leitura, ajudar o leitor".

Informac?o publica

A intenc?o de zerar deficits e questionada pelo professor de Biblioteca, Informac?o e Sociedade do curso de biblioteconomia da Universidade de S?o Paulo, Luis Milanesi, que tambem e diretor da Escola de Comunicac?o e Arte.

"O que me assusta e esta concepc?o de biblioteca como acervo. Biblioteca e servico de informac?o publica", diz Milanesi.

"Zerar indices de governo n?o vai resolver nada. Das bibliotecas implantadas pelo INL [Instituto Nacional do Livro] na decada de 40, quantas pegaram? Semear livros a mancheias? N?o e isso. Biblioteca e para ser vivida, se n?o for vivida, perde a func?o."

Essa mesma politica, porem, guia o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), projeto do governo federal que pretende, ate 2007, aumentar em 50% o indice de leitura, hoje estimado em 1,8 livro por habitante/ano. O PNLL tem quatro eixos: o acesso ao livro, a formac?o de professores e bibliotecarios, as ac?es de valorizac?o do livro e da leitura e o apoio a cadeia produtiva e criativa do livro.

Defensor de uma biblioteca baseada num tripe verbal --informar, discutir e criar--, Milanesi defende outra concepc?o de informac?o, na qual o trabalho e guiado de acordo com a demanda, o que, segundo ele, os atuais projetos est?o longe de oferecer.

"A politica federal chama-se "Fome de Livro" e esta no mesmo caminho: zerar estatistica. A ideia que se tem e: biblioteca e uma colec?o de livros, portanto, se comprarmos livros e colocarmos no municipio, resolvemos o problema. Isso e candido. Num mundo de internet, o que voce vai fazer com uma colec?o de livro?"

O coordenador do PNLL, Galeno Amorim, se defende: "E preciso ter uma politica, e a abertura de biblioteca e uma das 20 linhas de ac?o. Em momento nenhum se trabalha com a perspectiva de que zerar vai resolver a quest?o da leitura. Zerar, somado a outras ac?es, vai levar a um aumento no numero de leitores".

Criado por Sandra Sparremberger at 10:36 BRST
Updated: 09/06/2005 11:25 BRST
08/06/2005
Apenas metade dos alunos da escola basica tem acesso a bibliotecas
Folha Online - 27/01/2005
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u16939.shtml


De um total de 58.659.503 estudantes matriculados na educac?o basica e profissional do pais, 27.658.941 deles n?o tem bibliotecas na escola, o que corresponde a 48%. O dado consta do Censo Escolar 2004 e foi divulgado nesta semana pelo Inep (Instituto de Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira).

Das 214 mil escolas que responderam ao questionario socioeconomico do Censo, 56.698 (26,4%) afirmaram possuir biblioteca --dessas, 35,1% s?o privadas e 64,9%, publicas. Das escolas brasileiras com biblioteca, 87,4% est?o em areas urbanas (39,7% privadas e 60,3% publicas) e 12,6% em areas rurais (3,4% privadas e 96,6% publicas).

A regi?o Sudeste tem 40,9% das bibliotecas escolares do pais, seguida pela Sul (24,7%) e a Nordeste (22,2%). A Centro-Oeste (6,4%) e a Norte (5,8%) est?o na outra ponta, com os menores indices.

De acordo com o Censo, um total de 35.985 escolas possui, pelo menos, sala de leitura (16,8%), mesmo que n?o tenha uma sala com livros.

Na maioria das escolas brasileiras do ensino basico e profissional, o responsavel pela biblioteca e um professor (19%); profissionais tecnicos-administrativos respondem por 4% delas, e outras pessoas por 9%. Apenas 2% dessas bibliotecas tem bibliotecarios como responsaveis. Dos estabelecimentos com bibliotecarios, 75% s?o privados e 25%, publicos.

Criado por Sandra Sparremberger at 00:01 BRST
Updated: 09/06/2005 11:25 BRST

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